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pólo sul

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24.02.14

[109] o que é que eu fiz

polosul
   Depois de ler tantos livros de Murakami, finalmente já tenho onde encaixá-lo. Não que seja importante, pois que nada disto é importante, mas ter onde arrumá-lo, juntamente com outros, alivia-me esta permanente inquietação., em quase tudo igual à canção do JP Simões.   Na p. 257, na linha de F. Pessoa, ele escreve:   "Vendo bem, parecia-me que nem sequer tinha (...)
17.02.14

[108] o pai

polosul
  Roth escreveu sobre o pai, a quem foi diagnosticado um tumor, aos 86 anos. É um périplo familiar a dois tempos - o do pai, inconformado e a recusar entrar naquela noite escura, e a do filho, a procurar mapear o papel do pai no património familiar, mesmo que seja casmurro:   "Nunca foi capaz de compreender que uma capacidade de renúncia e férrea autodisciplina como a sua (...)
09.02.14

[106] lembrei-me do Tejo

polosul
  "A estrada ao longo do rio costumava ser o meu passeio preferido. Podia acompanhar a correnteza. Sentir a respiração do rio à medida que caminhava.", p. 116
23.07.13

[101] quem tem pressa não vê

polosul
A dona da loja de azeite, uma mulher que só tinha um seio, conhecida como «a Velha Jin», perguntou-lhe: - Aonde vais com tanta pressa, cego? - Sou cego - respondeu ele. - A senhora também?   Peitos Grandes, Ancas Largas, de Mo Yan, p. 277.  
12.09.09

[89] Viagem ao país dos poetas

polosul
Em preparação de mais uma viagem vale a pena ler a montante e a jusante do que vamos encontrar. E valeu, pois de caminho encontrei este livro:     E qual fado português, onde se diz que há mais poetas do que leitores de poesia, lemos que:   "O Presidente Ortega - ou «Comandante Daniel» como era tratado em toda a parte - não queria falar mais da sua experiência da prisão. [...] (...)
30.08.09

[87] O nada pedir

polosul
    "Ricardo Reis faz um gesto com as mãos, tacteia o ar cinzento, depois, mal distinguindo as palavras que vai traçando no papel, escreve, Aos deuses peço só que me concedam o nada lhes pedir, e tendo escrito não soube o que mais dizer, há ocasiões assim, acreditamos na importância do que dissemos ou escrevemos até um certo ponto, apenas porque não foi possível calar os sons ou (...)
30.08.09

[86] Remexer no passado

polosul
  Não sei se é saudável reler estas coisas com um calor de mais de 30 graus lá fora, mas dá sempre que pensar:   "O mito do eterno retorno diz-nos, pela negativa, que esta vida, que há-de desaparecer de uma vez por todas para nunca mais voltar, é semelhante a uma sombra, é desprovida de peso, que, de hoje em diante e para todo o sempre, se encontra morta e que, por muito atroz, por muito (...)