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pólo sul

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17.02.14

[108] o pai

polosul
  Roth escreveu sobre o pai, a quem foi diagnosticado um tumor, aos 86 anos. É um périplo familiar a dois tempos - o do pai, inconformado e a recusar entrar naquela noite escura, e a do filho, a procurar mapear o papel do pai no património familiar, mesmo que seja casmurro:   "Nunca foi capaz de compreender que uma capacidade de renúncia e férrea autodisciplina como a sua (...)
11.02.14

[107] memórias & enganos

polosul
Mais um livro de Roth e a pensar que é mais do mesmo - onanismos, adultérios e mais do mesmo sexo.   Acordei na p. 67:   - Lembras-te de mim, não lembras? - Sim, lentamente começo a lembrar-me. - Tudo bem. Não tenhas pressa.     E depois este naco, a propósito de algumas obras de Kafka (pp. 118-119): Lembro-me daqueles alunos excelentes que [...] explicavam exatamente (...)
09.02.14

[106] lembrei-me do Tejo

polosul
  "A estrada ao longo do rio costumava ser o meu passeio preferido. Podia acompanhar a correnteza. Sentir a respiração do rio à medida que caminhava.", p. 116
24.08.13

[104] T. S. Eliot

polosul
The Hollow Men Between the idea And the reality Between the motion And the act Falls the Shadow For Thine is the Kingdom Between the conception And the creation Between the emotion And the response Falls the Shadow Life is very long Between the desire And the spasm Between the potency And the existence Between the essence And the descent Falls the Shadow For Thine is the Kingdom
23.07.13

[102] o que farão as moscas?

polosul
  "Quando os humanos partirem, os mosquitos estarão entre os beneficiários imediatos da nossa ausência. Apesar de a nossa visão antropocêntrica do mundo nos poder levar a pensar que o sangue humano é essencial para a sua sobrevivência, a verdade é que eles são gourmets versáteis, capazes de sugar as veias da maioria dos mamíferos de sangue quente, répteis de sangue frio, e até aves."   Alan Weisman, "O mundo sem nós", p. 143.  
23.07.13

[101] quem tem pressa não vê

polosul
A dona da loja de azeite, uma mulher que só tinha um seio, conhecida como «a Velha Jin», perguntou-lhe: - Aonde vais com tanta pressa, cego? - Sou cego - respondeu ele. - A senhora também?   Peitos Grandes, Ancas Largas, de Mo Yan, p. 277.