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pólo sul

pólo sul

Ter | 12.09.06

[35] Elas também (d)escrevem

polosul

«O beijo durou todo o filme, mas não nos beijámos exclusivamente na boca. Ele foi descendo com uma sabida lentidão pelo meu pescoço, lambeu-me desde o queixo até aos mamilos, onde esteve alguns minutos num gozo interminável. Pouco depois, ainda mais ligeiro, avançou desde os seios até às costelas e daí ao umbigo, e com a ponta da língua fez alguns estragos no meu ventre, que parecia agitar-se como numa dança persa. (...) Depois, com os dedos compridos, apartou os pêlos e o meu clítoris reluziu assim vermelho e rijo. E foi aí que estampou muitos beijos que o consagraram para a eternidade como o nobel do cunilinguismo. (...) Quando ele se despiu, o seu corpo grego deixou-me pasmada, boquiaberta, toda babada. As costas ligeiramente mais largas do que as ancas, puro lombinho fumado (...) Umas ancas estreitas, nádegas perfeitas e lisas, a penugem a surgir das extremidades e depois os músculos. Uns músculos salientes, musculosos, pernas tensas, tornozelos grossos, pés elegantíssimos e muito bem proporcionados (...) O pescoço na proporção exacta, nem muito grosso, nem muito largo. (...) Olho-o como uma estranha obra de arte por fora e por dentro, porque é muito terno, paciente e calmo.»

 

 

 

Zoé Valdés, “O nada quotidiano”, p. 128-130

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