Sábado, 27 de Maio de 2006
[24] E se nunca disser que te amo?

 

«todos os meus actos, todas as minhas palavras, continuam vivos, avançam para além da esquina a que me encosto, vejo-os que partem, deste lugar donde não posso sair, vejo-os, actos e palavras, e não os posso emendar (…) e o pior de tudo talvez nem sejam as palavras ditas e os actos praticados, o pior, porque é irremediável definitivamente, é o gesto que não fiz, a palavra que não disse, aquilo que teria dado sentido ao feito e ao dito.»

 

José Saramago, O Ano da Morte de Ricardo Reis, p. 143-144



publicado por polosul às 01:16
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4 comentários:
De Sónia Fernandes a 3 de Julho de 2006 às 07:20
Efectivamente o povo sabiamente diz: "só nos arrependemos do não que fazemos"... Se nos interrogarmos, quantas "coisas" perdemos nas nossas vidas por não termos dito, ou feito algo?... Apesar das desilusões anteriores, especialmente as amorosas, e do sofrimento causado pelas emoções dolorosas, considero que não devemos recear a exposição do que somos, sentimos e pensamos, sempre que o façamos com sensibilidade, respeito e assertividade... A coragem dessa afirmação não nos inferioriza, mas antes enaltece-nos... Tendo ciente o poder e a força da palavra e ainda que "comportamento gera comportamento"... Todos os nossos gestos, atitudes, posturas não verbais, o que dissemos, e principalmente o que ficou por dizer representam tomadas de decisão e escolha de determinados percursos em detrimento de outros, que terão certamente influência nos outros e no próprio que os produziu... Ainda que, mais não seja do que proporcionar ao mesmo, perante o confronto de novas situações, a oportunidade única de se questionar constantemente, num processo dinâmico de reflexão-acção e reflexão na e sobre a acção... Tal promoverá no indivíduo uma aprendizagem em contexto social fundamental para o seu desenvolvimento psicco-socio-emocional ... O fruto dessa aprendizagem e desenvolvimento poderão traduzir-se, se os mesmos tiverem lugar, num reequacionamento e redefinição de valores, crenças e conceitos que poderão conduzir a uma "remodelação" do self, enquanto ser mutável que constantemente se problematiza e se reconstrói, bem como ao seu contexto socio-ambiental ... Assim, embora algumas evidências empíricas pareçam revelar o contrário, considero que só temos benefícios em sermos verdadeiros nas nossas relações sociais e audazes qb para assumir, manifestar e demonstrar o que somos, pensamos, e sentimos em relação a tudo o que nos rodeia... Nita


De yuki a 31 de Agosto de 2006 às 11:45
"Só pra dizer que te Amo,
Nem sempre encontro o melhor termo,
Nem sempre escolho o melhor modo.

Devia ser como no cinema (...)

E até nos momentos em que digo que não quero
E o que sinto por ti são coisas confusas
E até parece que estou a mentir,
As palavras custam a sair,
Não digo o que estou a sentir,
Digo o contrário do que estou a sentir. (...)

E é tão dificil dizer Amor,
É bem melhor dizê-lo a cantar.
Por isso esta noite, fiz esta canção,
Para resolver o meu problema de expressão,
Pra ficar mais perto, bem mais de perto.
Ficar mais perto, bem mais de perto."

Diz-lhe... !


De Anonimo a 1 de Setembro de 2006 às 09:50
Tens de reconhecer que é um pouco corriqueiro o comentário!!!! Daqui a pouco fazes citações do Emanuel!!!!!


De Sarasvati diz a 1 de Setembro de 2006 às 10:30
O "corriqueiro" pretende fazer sobressair e compreender o problema de expressão, tanto do autor como do bloguista.
Pelo que percebi da tua postura, não tens problema nenhum em te exprimires... e ainda bem! (:
Tal como o navegar, o folclore é preciso... e... que seria dos casamentos sem um belo dum "apita o comboio", hein?! ehehehe (kiddin')


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