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pólo sul

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Qui | 28.08.08

[69] Retalhos da vida de uma mulher

polosul

 

Li o livro de sopetão, à cata de segredos de alcova e de corrupção desportiva, mas acabei por esbarrar num rol lamuriento de uma mulher que não consegue perceber (ou não quer admitir) que sempre foi olhada como uma rameira pela nomenklatura portuense e portista. O problema não é dela, é de quem a olhava de lado primeiro, beijou o chão que ela pisava, depois, e acabou por desprezá-la quando perdeu o privilégio de ser a Favorita do Rei do Norte.

À medida que lia, desinteressei-me da história e do Pinto da Costa, e passei a interessar-me pela Mulher sofrida, sensual, carente de afecto e reconhecimento.

Também (re)conheci algumas pérolas da nacional parolice: que as revistas cor-de-rosa andam a reboque dos caprichos e desejos dos famosos e que se dispõem a publicar textos e fotos com efeitos premeditados; que o Dr. Fernando Póvas tem uma esposa legítima, como tantos outros do meio; que a jornalista Maria Elisa, além de um problema de ordem física (fibromialgia) que já conhecíamos, tem um outro de ordem psicológica (compulsão consumista) que se desconhecia.

 

No fim daquilo tudo, quer dizer, do livro, permanece uma dúvida: e tu, Carolina, que queres tu?

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