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pólo sul

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Qua | 05.12.07

[60] Fausto

polosul

 

Depois de ler num dos diários de Saramago (Cadernos de Lanzarote) que no Doutor Fausto de Thomas Mann se encontrava tudo sobre o que era a literatura, comprei o livro. Por uma razão e outra, fui olhando o calhamaço, sopesando a sua densidade e peso e adiando a empresa. Recentemente peguei nele, li judiciosamente 50 páginas e pergunto-me no que Saramago estaria a pensar (e a ver) quando escreveu aquilo.

 

A redacção é esdrúxula e custa a decifrar (problema da tradução?); a história é desinteressante e deslavada; a estética (credo!, que palavrão!) é desconcertante. O que é que eles querem dizer e escrever, ambos, o Mann e o Saramago? Divido-me entre desistir de uma sensaboria presente ou insistir e acabar por descobrir uma obra-prima...

 

Vou ler mais 50 páginas e caso continue a sentir este travo insípido (é assim que se diz?) exerço o meu direito de leitor: desistir. Depois pondero se exerço um dos meus direitos de proprietário: oferecer o livro.