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pólo sul

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Sab | 12.05.07

[50] Ler por ter dó

polosul

 

Este livro foi lido porque já metia dó. É um livro pequeno, de páginas amareladas, a suplicar do seu canto para ser aberto e ter um destino. Quando o acabei de ler procurei outro livro de Caldwell e deparei-me com a Estrada do Tabaco:

 

 

 

Ambos são pequenos, escritos numa letra miudinha, repletos de problemas humanos e narrados de forma simples e realista.

Quem disse que os americanos não eram capazes de serem realistas?

São livros que fariam as delícias de qualquer adolescente deslumbrado com Steinbeck. E já agora, como achega, dariam muitos argumentos aos detractores da sociedade americana.

 

Depois de lidos, estão esquecidos. Quer dizer, a última crónica de Lobo Antunes na Visão (10.05.07) deixa marcas: «Vão fazer três anos que o meu pai morreu e ainda não cessou de mudar dentro de mim» e segue por aí fora. Porém, enquanto aqueles livros não deixam um lastro de significações que fixam ou alteram uma vida, as histórias de Lobo Antunes, que também não fixam ou alteram seja o que for, estão escritos de forma a alterarem a consciência da vida.