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pólo sul

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02.03.22

[142] Crónicas de antanho

polosul
Fui a um dos cantos esquecidos das prateleiras de livros e encontrei isto: Um livro de crónicas de Fernando Barradas e Ercílio de Azevedo, publicadas n`O Comércio do Porto, durante os anos da brasa de 1975 e 1976. Declaradamente de Direita, ou anticomunistas, num tempo em que pouco havia de meias-medidas e o maniqueísmo ideológico era real e objetivo, ao contrários destes tempos em que basta dizer que não se gosta de carne para ser-se logo rotulado de vegetariano (ou coisa pior), o (...)
11.01.22

[141] Cut ou a automutilação

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“Sometimes when we’re in situations where we feel we’re not in control, we do things, especially things that take a lot of energy, as a way of making ourselves feel we have some power.” (...) "But Callie.”  (...) “You’d have so much more power… if you would speak.”  
21.12.21

[140] E os filhos?

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Gerald L. Posner é um jornalista de investigação que já escreveu vários livros sobre assuntos díspares e que se desdobrou em múltiplas atividades. Não se pode dizer que este livro, "Os Filhos de Hitler" (1991), seja brilhante, mas cativa o leitor interessado nas repercussões que os atos cruéis dos pais possam ter na vidas dos respetivos filhos. O título é enganador, pois não são filhos de Hitler, mas (...)
11.11.21

[139] Poesia, Daniel Faria

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A edição, é justo assinalar, coube a Vera Vouga, e a apresentação do livro pode ser lida aqui. Para quem não esteja familiarizado com Daniel faria, diria que à poesia dele se poderia aplicar o título (nesta coletânea, um capítulo) da p. 115: Homens que são como lugares mal situados. De seguida, apontaria para a p. 49, como que a resumir o que aquilo significa: A pedra tem a boca junto do ouvido E (...)
06.11.21

[138] A minha vida é um subúrbio

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- Sou um disponibilizador de substâncias psicolúdicas. A minha suposta condição de traficante é uma imposição do sistema capitalista tardo-industrial (p. 28). 54: Obrigar os negros do bairro a estudar significaria ter de lhes dar, depois, as oportunidades que não existiam. Tirar aos funcionários e aos cantoneiros que ali viviam os pacotes de telelixo equivaleria a reconhecer que os enganaram toda uma vida. Escrever e falar nos media sobre a aborrecida realidade custaria o emprego (...)
07.10.21

[137] Vista Chinesa

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Por ocasião do lançamento do livro, num vídeo que se pode ver aqui, Tatiana Salem Levy, aponta dois factos que travejam este romance - a violação de uma mulher, a sua amiga Joana, em agosto de 2014; e meses depois, ter assistido a uma exposição de fotografias de Taryn Simon, no Salão do Livro de Paris, sobre americanos que tinham sido presos por crimes violentos que não tinham (...)
30.08.21

[136] A morte de Quincas Berro Dágua

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Em rigor, o título do livro é o seguinte: "A Morte e a Morte de Quincas Berro Dágua". E não, não há lapso algum no texto transcrito. Resumidamente, é uma história sobre o que se faz, diz e ficciona durante as exéquias de um homem que um dia abandonou a família para se tornar um boémio, e que diz à esposa, Otacília, e à filha, Vanda, que são umas jararacas. (p. 35) Quincas, de seu nome, amantiza-se com (...)
30.08.21

[135] Facas, de Valério Romão

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Sim, confesso-me um admirador da escrita de Valério Romão. É verdade que gosto de todos os escritores com um pendor filosófico, que não tem de emergir só porque sim ou por vaidade, mas com uma intencionalidade literária, como tendo mesmo que ser assim, se não seria outra coisa qualquer e não era tão bom. E Valério Romão faz isso, o discorrer da erudição é acertado e tem pleno cabimento na história. David Lodge tem páginas e páginas nos seus romances onde martela o seu (...)
23.08.21

[134] Caronte à Espera

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Já não sei onde nem quando nem quem leu uns parágrafos do livro de contos de Cláudia Andrade, Quartos de Final e Outras Histórias, e que me levaram a ler esse conto e os demais que se encontram nesse livro. Chegada a vez de ler o seu primeiro romance, Caronte à Espera, não resisto à tentação de dizer que alguns dos temas dos contos são repescados e abordados no romance. O melhor cartão de apresentação do livro e da autora foi por ela apresentado num vídeo publicado no You (...)
17.08.21

[133] A máquina do tempo, H.G. Wells

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A Máquina do Tempo foi a primeira obra publicada por H.G. Wells, em 1895. Li a versão traduzida para português (Ricardo Saló), sob a chancela do Círculo de Leitores, edição de junho de 1990, cuja capa dura é um hino ao mau gosto, só explicável por uma crise de inspiração do ilustrador ou de quem lhe ordenou fazer aquela capa. Aproveitaram uma cena da adaptação cinematográfica (1960) do realizador George Pal, tendo como protagonistas Rod Taylor e Yvette Mimieux, um duo que (...)