Sábado, 11 de Fevereiro de 2006
[14] Uma história japonesa de amor

Era Janeiro, chovia e fazia frio no aeroporto. Koyuki partia. O marido, Tanaka, ficava. Estavam casados há 5 anos. Ela ia para Barcelona, tentar uma nova técnica para conseguir ter filhos. Tanaka ficava em Lisboa porque o dever assim o impunha. Koyuki estava inconsolável, mas silenciosa. O marido tratou de tudo. Na véspera seleccionou a roupa e fez a mala. Na manhã da partida acordou-a, preparou-lhe o banho e o pequeno-almoço. Deu-lhe a mão quando saíram de casa, carregou a mala, encarregou-se do check-in, voltou a dar-lhe a mão, passaram a alfândega e a porta de embarque juntos, e já dentro do avião, depois de a sentar, beijou-lhe a mão, lançou-lhe um olhar terno e foi-se. À saída foi detido. Polícia: «O senhor comprou um bilhete apenas para poder despedir-se dela no avião!? Porquê!?» Tanaka: «Porque a amo.»



publicado por polosul às 00:48
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13 comentários:
De Fernanda Carvalho a 24 de Março de 2006 às 16:31
Lindo.
Mesmo!


De Susana a 7 de Abril de 2006 às 10:02
Por incrivel que pareça... eu vejo o meu marido a fazer isto... :o)

Susana


De polosul a 9 de Abril de 2006 às 00:39
Se vês o teu marido a fazer isso é porque te sentes amada :-)


De isa&luis a 7 de Abril de 2006 às 10:39
Olá, entrei no teu cantinho atraves de alguém:))gostei do que li.
A historia é bela e doce.

Tem um fim de semana delicioso

beijinhos

Isa


De polosul a 9 de Abril de 2006 às 00:42
Obrigado. Visitei o V. blog e achei-o interessante. Tenho que visitá-lo amiúde :-)


De Maria Carla a 7 de Abril de 2006 às 23:52
Olá
Vim aqui parar...nem sei como...links...links...links e encontrei esta história. Linda! Linda! (Mas porque é que me sou tão chorona?!)

Bjs


De polosul a 9 de Abril de 2006 às 00:47
Bem mais bonito e corajoso é partilhar o crescimento dos filhos. Gostei muito do teu blog.


De Secreta a 12 de Abril de 2006 às 09:30
Mas que bela história de amor... emocionante mesmo. Mas o verdadeiro amor é mesmo assim , não é ? :)
Beijito.


De Ana Sousa a 12 de Abril de 2006 às 15:56
A beleza da simplicidade...
Linda história...


De apouca a 28 de Maio de 2006 às 21:41
Re: O marido tratou de tudo. Na véspera seleccionou a roupa e fez a mala. Na manhã da partida acordou-a, preparou-lhe o banho e o pequeno-almoço.


Pois o meu marido fazia isso tudo. Sempre. O pior foi descobrir que o fazia por controlo, por dominio e não por cuidado.

A mulher é qu eia submeter-se a um tratamento, vantajoso para os dois. Ela é que partia, sozinha, para ser submetida a.... porque é que ninguém fala do amor dela????


De apouca a 27 de Junho de 2006 às 01:14
E mais ainda (ai que eu não me calo!):

Quando é a mulher a tratar de tudo, a, de véspera, seleccionar a roupa e a fazer a mala e, na manhã da partida acordá-lo e preparar-lhe o banho e o pequeno-almoço, ninguém refere que ela o ama!

Porquê, então, valorizar tanto, só porque foi ele!


De polosul a 28 de Junho de 2006 às 14:31
Apouca, o que procurei salientar na história foi o facto dele querer estar com ela até ao último momento, simplesmente porque a ama. Os secretos e censuráveis desígnios de quem aje nobremente nas relações amorosas, e apenas dessas, são e sempre serão um enigma.


De Sónia Fernandes a 3 de Julho de 2006 às 04:55
Esta é uma das histórias de amor mais encantadoras e lindas que já tenho lido ou até apreciado... Tal história remete-me para uma pergunta inquietante que ocasionalmente me assalta: Até onde é que o amor pode ir? What can ever be accomplished by the spcecial grace of love ?" Será que estas e outras histórias dos poetas, romancistas, filósofos, argumentistas..., que revelam uma profundidade de amor e uma nobreza de sentimentos e carácter poderão rever-se em verdadeiras histórias de amor? Ou seja, será possível alguém morrer por amor? Ou ainda, alguém manifestar apaixonadamente e com muita firmeza para a sua amada, perante a sua iminente morte por hipotermia provocada pelas águas geladas após um terrível naufrágio, que a melhor coisa que lhe tinha sucedido na vida foi ter ganho o bilhete para aquela viagem?... In "Titanic") Num momento actual em que os sentimentos de paixão e "pseudo-amor" parecem tão efémeros e descartáveis quando já não encaixam nas necessidades e expectativas individuais... Onde parece não existir espaço nem tempo para o investimento numa relação sólida e de profunda cumplicidade..., Em que a vivência e partilha de sentimentos e emoções, bem como a dependência mútua dessa partilha, constituiriam a constante que motivaria estes indivíduos, que não receiam amar intensamente, a eternamente e em todos os momentos buscar a sua felicidade pela força do amor... Pergunto: Será possível amarmos tão profunda e intensamente? Será concebível amarmos tão espontaneamente como o comportamento duma criança de tenra idade, sem criarmos barreiras defensivas? Isto é, será expectável que consigamos algum dia viver uma história de amor tal, tão profundamente marcante, pura e linda, que seja verdadeiramente alimentada por um sentimento mútuo, forte e genuíno e não apenas a transposição do nosso imaginário romântico eternamente desejado? Tal imaginário, com todas as histórias de contos de fadas e de príncipes, acaloram as nossas vidas e têm vindo a aculturar-nos com maior ou menor intensidade, conforme a nossa natureza mais ou menos sentimental e romântica... Estaremos assim, os mais românticos, a projectar constantemente expectativas demasiado "utópicas" de que será possível um dia encontrar aquela cara metade que nos complete, e que o amor manter-nos-á unidos até que a morte nos separe, tendo força para ultrapassar todos os obstáculos?... Será que as formas de amor mais eloquentes e arrebatadoras que inspiraram artistas e poetas, não terão sido também elas tão efémeras? Por outro lado, toda a fantasia e sonho transformados em arte na forma de perspectivar e conceber o Amor romântico, não constituirão eles em si mesmo uma solução inteligente que o Homem encontrou para se sublimar? Assim, como saber encontrar o verdadeiro equilíbrio entre a fantasia e o sonho romântico, que não passam de uma falácia poética, e aquele romance que se constrói diariamente e em cada momento do nosso quotidiano também com os "pequenos grandes nadas"?... Um sorriso, um olhar cúmplice, um gesto carinhoso, um abraço de aconchego, um acto de ternura e compreensão empática... Penso que a resposta reside na crença do Amor que se constrói passo a passo, a dois, com os momentos áureos, os difíceis e todos os outros que confluem, como força inabalável e sublime em que vale a pena investir, pois "tudo vale a pena, quando a alma não é pequena"..., e o sonho não se esgota... Nita PS: Obrigada por me teres inspirado e de alguma forma proporcionado este momento de reflexão...


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