Segunda-feira, 24 de Julho de 2006
[30] Para sempre

 

“Amo-te. És a mulher da minha vida”, dizia e repetia ele. “Amo-te. És a mulher da minha vida”.

Um dia ela cansou-se e ripostou: “Isso não chega.”

E ele repetiu, insistiu, teimou, chorou, lamentou e pediu mais uma oportunidade. Só mais uma.

E ela concedeu, esperou e desesperou.

Ela: “Vamos acabar com isto.”

E ele: “Amo-te. És a mulher da minha vida.”

E ela, cabisbaixa: “Quero acabar com isto.”

E ele, protestando: “Mas eu amo-te! Só tu me fazes feliz!”

E ela, pensou, pensou, encravada entre um marido desleixado e dois filhos ainda pequenos, e foi ficando, ficando, até se esquecer da razão porque casou e viveu durante uma vida inteira com aquele homem.



publicado por polosul às 01:48
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12 comentários:
De apouca a 25 de Julho de 2006 às 01:21
Às vezes, já não sei se é assim tão mau. Fica tão bommm quando estamos acomodados....


De polosul a 1 de Setembro de 2006 às 01:43
Fica?


De mar a 25 de Julho de 2006 às 14:52
Quantas atrocidades cometidas em nome do amor!
Que peso carregam os filhos ao servirem de arma de aremesso/justificação....


De solcar a 3 de Agosto de 2006 às 17:25
Qual amor ?


De solcar a 11 de Agosto de 2006 às 16:15
Cá volto à questão: Qual amor ?
De A a Z onde cabe ele ?


De polosul a 1 de Setembro de 2006 às 01:46
Não são apenas os filhos, ela também é uma parrte do problema.

Acho que és mais parecida com o mar do que com a vizinha do lado... ;-)


De Anonimo a 30 de Agosto de 2006 às 11:05
Por vezes o que temos como certo, poderá ser a maior das incertezas. O que para uns é sinónimo de felicidade poderá ser a infelicidade de outros, o que é amor pode ser compaixão. Quem determina onde começa uma e outra? Eu sei o que é amar, mas também sei o que é ter raiva por sentir esse amor, que nos consome e que não nos deixa respirar. Pensamos e assumimos certas relações como se fossem modelos de relacionamento, mas um dia tudo se desmoronece, a vida tal como a idealizamos acaba e tentamos perceber o que falhou. Tentamos ultrapassar isso, mas como uma cicatriz isso ficará para sempre e independentemente do que façamos voltará sempre e sempre para nos assombrar e fazer questionar se realmente esse amor é merecedor de tanto sofrimento. E agora??????


De Sarasvati a 31 de Agosto de 2006 às 13:37
E agora... levantas-te e segues em frente e tentas de novo.
Podes voltar a cair, mas pelo menos tentaste e acredita que neste processo todo, vais crescendo e melhorando, mesmo que não dês por isso.
E um dia há-de haver alguém que te vai agradecer tanta queda, porque te aperfeiçoaste, para ela... e para ti!
Entretanto, pelo caminho, compra Betadine (:


De polosul a 1 de Setembro de 2006 às 02:05
E já agora um capacete, umas cotoveleiras, umas luvas e joelheiras... just kidding!


De Anonimo a 1 de Setembro de 2006 às 09:44
Sabes que por vezes a sabedoria não anda de mão dada com o sentimento. Seria bom que assim fosse. Poderiamos evitar tanto, tanta mesquinhez, tanta ignorância, intolerância, incredulidade e porque não tantos degostos. Fica sempre bem dizer "pelo menos tentaste" mas no final será que isso basta? Definitivamente não.


De Sarasvati a 1 de Setembro de 2006 às 10:53
Tens toda a razão, não anda.
Tens toda a razão, era bom k assim fosse.
Tens toda a razão...
Mas não é assim que funciona e quando chegamos à meia-idade mais percebemos isso, e torna-se urgente fazer alguma coisa, senão resta-nos os 70mts da 25 Abril até ao espelho d'água!
Ninguém é ninguém para atirar pedras, pq todos temos telhados de vidro e cada um sabe de si, do que já passou, do já sobreviveu, mas... do passado devemos tirar apenas as experiências, as coisas boas, e andar pra frente. Tenta sorrir mais, tenta brincar mais, a vida é linda! Somos nós que causamos atrofios e bloqueios, com os nossos medos, com as nossas frustações e pra quê?
Sorri, alegra-te por dentro, esquece o que não presta e anda pra frente. Deixa-te crescer.
"O tempo, é o nosso melhor mestre, infelizmente no final mata todos os seus alunos!"

É a minha opinião, e respeito a tua, é claro.


De polosul a 1 de Setembro de 2006 às 02:01
E agora? Hmm...

Como já alguérm dizia, a felicidade que se vive vem do amor que se dá. A raiva é um corpo estranho nessas coisas do amor, porventura irracional, mas é possível. Mas lá porque é possível, não significa que deva ser aceite. Merece ser... conversada :-)


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