Sexta-feira, 22 de Maio de 2015
(113) ser incompleto

julian barnes.jpg

Ela: "Nunca me casarei. (...) Nunca embarcarei com ninguém nessa máquina mais pesada que o ar. Que posso fazer? Não se zangue comigo. Pense que sou uma pessoa incompleta."

Ele: "Madame Sarah, somos todos incompletos. (...) Por isso procuramos outra pessoa. Para nos completar. (...) Não tenha medo, Madame Sarah. Não deixe que as suas ações sejam ditadas pelos seus receios."

Ela: "Não é medo, Capitaine Fred. (...) É autoconhecimento. E não fique zangado."

Ele: "Eu não estou zangado. A sua maneira  de ser aplaca completamente a zanga. Se pareço zangado, é porque estou zangado com o universo que a fez, que nos fez e fez com que isto... com que isto seja..." (p. 36) 



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Terça-feira, 25 de Março de 2014
[112] a raça humana

 

"Conta-se a seguinte história de Einstein. Quando se refugiou nos Estados Unidos, escapando das perseguições nazis, teve que preencher um formulário na migração. Entre outras perguntas, devia indicar a raça a que pertencia. Respondeu [...]: Raça Humana."


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[111] viva México

 

"Claudia, que dá aulas, diz que o plano de vida dos alunos é basicamente ganhar dinheiro." (p. 313)



publicado por polosul às 08:32
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[110] por vingança?

 

 

"- Deus matou a minha mãe durante o parto. Deus deu-me um ladrão por pai. Quando eu tinha vinte e poucos anos, Deus deu-me a pólio e eu, por minha vez, dei-a pelo menos a uma dúzia de crianças, talvez mais - incluindo a irmã de Marcia, incluindo provavelmente você. Incluindo o Donald Kaplow. Morreu num pulmão de aço, no hospital de Stroudsburg, em agosto de 1944. De que tamanho acha que é o meu ressentimento? Diga-me você." (p. 194-195)



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Segunda-feira, 24 de Fevereiro de 2014
[109] o que é que eu fiz

  

Depois de ler tantos livros de Murakami, finalmente já tenho onde encaixá-lo. Não que seja importante, pois que nada disto é importante, mas ter onde arrumá-lo, juntamente com outros, alivia-me esta permanente inquietação., em quase tudo igual à canção do JP Simões.

 

Na p. 257, na linha de F. Pessoa, ele escreve:

 

"Vendo bem, parecia-me que nem sequer tinha uma vida decente. Alguns acidentes de percurso. Alguns altos e baixos. Só isso. Pouco mais fiz, não produzi nada de meu. Amei e fui amado, é certo. Mas disso hoje não resta nada. A paisagem que tinha pela frente era estranhamente linear. Tinha a sensação de me movimentar no interior de um jogo de vídeo."

 



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Segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2014
[108] o pai

 

Roth escreveu sobre o pai, a quem foi diagnosticado um tumor, aos 86 anos.

É um périplo familiar a dois tempos - o do pai, inconformado e a recusar entrar naquela noite escura, e a do filho, a procurar mapear o papel do pai no património familiar, mesmo que seja casmurro:

 

"Nunca foi capaz de compreender que uma capacidade de renúncia e férrea autodisciplina como a sua era uma coisa extraordinária e não um dom partilhado por todos. Achava que, se um homem com todas as suas dificuldades e limitações a possuía,então todos a possuíam. Bastava ter força de vontade - como se a força de vontade crescesse nas árvores." (p. 71)


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Terça-feira, 11 de Fevereiro de 2014
[107] memórias & enganos

Mais um livro de Roth e a pensar que é mais do mesmo - onanismos, adultérios e mais do mesmo sexo.

 

Acordei na p. 67:

 

- Lembras-te de mim, não lembras?

- Sim, lentamente começo a lembrar-me.

- Tudo bem. Não tenhas pressa.

 

 

E depois este naco, a propósito de algumas obras de Kafka (pp. 118-119):

Lembro-me daqueles alunos excelentes que [...] explicavam exatamente como a Metamorfose e O Processo derivavam da sua relação com o pai. «Não», dizias tu, com ar de enfado, «é exatamente ao contrário. A ideia que ele tinha sobre o seu relacionamento com o pai é que deriva da Metamorfose e de O Processo.» [...] «Quando um romancista digno desse nome tem trinta e seis anos, já não traduz a sua experiência numa fábula: impõe a sua fábula à experiência.»

 



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Domingo, 9 de Fevereiro de 2014
[106] lembrei-me do Tejo

 

"A estrada ao longo do rio costumava ser o meu passeio preferido. Podia acompanhar a correnteza. Sentir a respiração do rio à medida que caminhava.", p. 116



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Domingo, 20 de Outubro de 2013
[105] Irvin D. Yalom

Afinal, qual era o problema de Espinosa? Como "transformar a razão em paixão"?

 


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publicado por polosul às 18:48
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Sábado, 24 de Agosto de 2013
[104] T. S. Eliot

The Hollow Men


Between the idea
And the reality
Between the motion
And the act
Falls the Shadow
                                For Thine is the Kingdom

Between the conception
And the creation
Between the emotion
And the response
Falls the Shadow
                                Life is very long

Between the desire
And the spasm
Between the potency
And the existence
Between the essence
And the descent
Falls the Shadow
                                For Thine is the Kingdom


publicado por polosul às 21:47
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